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Mancha verde de trinta quilômetros no Rio Bacajá ameaça comunidades

Mancha verde de trinta quilômetros no Rio Bacajá ameaça comunidades
Foto: Reprodução / Instituto Mati-VGX

Uma extensa coloração esverdeada com cerca de trinta quilômetros de extensão surgiu nas águas do Rio Bacajá, gerando forte preocupação entre moradores e autoridades. O fenômeno ambiental tem provocado a morte de peixes e comprometido o abastecimento essencial para as populações locais que dependem diretamente da bacia hidrográfica.

A alteração na qualidade da água atinge diretamente territórios tradicionais e áreas ribeirinhas, alterando drasticamente o cotidiano de quem vive às margens do curso d’água. Especialistas apontam que a situação exige atenção redobrada devido aos riscos associados ao contato com o líquido.

Análise laboratorial confirma cianobactérias

Investigações conduzidas por órgãos competentes comprovaram que a coloração incomum é decorrente de uma superproliferação de cianobactérias. Esses microrganismos possuem grande capacidade de multiplicação rápida e podem liberar substâncias prejudiciais à saúde humana e animal.

Os índices registrados superam consideravelmente os parâmetros estabelecidos pelos órgãos de controle ambiental. Diante disso, recomendações oficiais orientam a suspensão imediata de qualquer forma de utilização da água para consumo, higiene ou atividades cotidianas.

Fatores climáticos e investigação de contaminantes

Pesquisadores indicam que a expansão desenfreada desses organismos está associada a condições de estiagem rigorosa e elevação térmica nos mananciais. Paralelamente, novas amostras foram encaminhadas para análise na Fundação Oswaldo Cruz com o objetivo de verificar a presença de elementos químicos e metais pesados.

O Ministério Público Federal já foi acionado para adotar medidas urgentes junto aos órgãos públicos, visando minimizar os danos socioambientais e prestar assistência imediata às famílias afetadas pela contaminação do rio.

Impacto na subsistência e na biodiversidade

A interrupção no uso da água afeta diretamente a segurança alimentar e a rotina de comunidades indígenas e ribeirinhas que habitam a região. A restrição na pesca e no consumo ocorre justamente em um período crítico para a reprodução da fauna aquática local.

Fonte: avozdoxingu.com.br

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