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Leilão de baterias no Brasil projeta contratação de até 5 GW para o sistema elétrico

taria com as regras seja publicada neste mês de maio pelo MME (Ministério de Min
Reprodução Agenciainfra

Expectativa de mercado para o primeiro leilão de baterias

O setor de armazenamento de energia no Brasil aguarda com otimismo a realização do primeiro leilão dedicado a sistemas de baterias, previsto para ocorrer ainda este ano. A Absae estima que o certame resulte na contratação de um volume entre 2 GW e 5 GW. A expectativa é que o Ministério de Minas e Energia publique a portaria com as diretrizes do processo neste mês de maio, viabilizando a realização da concorrência em setembro.

O diretor-executivo da Absae, Fabio Lima, projeta uma disputa acirrada, com a possível inscrição de até 20 GW em projetos. Mesmo com a robusta contratação de térmicas e hidrelétricas em leilões anteriores, estudos da EPE apontam uma necessidade contínua de potência na ordem de 5 GW. O certame representa um marco para o país, que deve atingir a marca de 1 GWh em sistemas de armazenamento instalados ao longo deste ano.

Desafios regulatórios e o debate sobre conteúdo local

A definição das regras pelo governo é o ponto central para que os agentes estruturem suas propostas comerciais. Um dos temas mais sensíveis é a exigência de conteúdo local, cuja implementação é vista como uma decisão de caráter político. O setor busca clareza sobre o formato dessa exigência, seja por meio de margens de preferência ou alinhamento com parâmetros do BNDES e do Processo Produtivo Básico.

Markus Vlasits, presidente do Conselho da Absae, enfatiza que a prioridade dos investidores é a segurança jurídica. Independentemente da modalidade escolhida pelo governo, o setor defende que as regras sejam exequíveis e claras. A expectativa é que a portaria enderece essas questões, permitindo que os empreendedores avancem com projetos tecnicamente viáveis e competitivos.

Parâmetros contratuais e eficiência operacional

Além da estrutura do certame, os agentes acompanham de perto as definições sobre o tempo de duração dos contratos. Embora a proposta inicial do governo fosse de dez anos, há uma pressão do mercado para a extensão para 15 anos, visando melhorar a financiabilidade dos parques. O Ministério de Minas e Energia já sinalizou abertura para discutir prazos mais longos.

Questões técnicas, como os ciclos de carregamento e descarregamento, também estão sob análise. O governo sinaliza a adoção de dois ciclos diários, limitados a 365 anuais. A clareza sobre o tempo entre ciclos e a contabilização da eficiência é fundamental para que os empreendedores dimensionem corretamente seus sistemas, garantindo a performance esperada durante toda a vida útil do projeto.

Acompanhamento da agenda regulatória na ANEEL

A regulação dos sistemas de armazenamento pela ANEEL segue em foco, apesar de não ser um impeditivo direto para o leilão. Recentemente, um novo pedido de vista sobre o tema gerou críticas por parte da associação, que aponta uma morosidade histórica da agência. O setor defende a celeridade na aprovação de propostas que tragam maior racionalidade econômica, como a cobrança pelo uso da rede apenas no descarregamento.

A Absae reforça que a agenda regulatória precisa estar em sintonia com as urgências do sistema elétrico nacional. A falta de sincronia entre as decisões da agência e as demandas do mercado é apontada como um entrave para a expansão do setor. A associação continua monitorando os desdobramentos, incluindo a aplicação de encargos que, segundo o setor, precisam de maior isonomia para não penalizar indevidamente os agentes de geração.

Para mais informações sobre o setor, acesse a fonte oficial em Agência iNFRA.

Fonte: agenciainfra.com

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