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Os dados mais recentes indicam que, embora haja variações entre os institutos, o confronto direto entre os dois nomes principais se consolida. A análise das pesquisas é crucial para compreender as tendências e os desafios que cada pré-candidato enfrentará nos próximos anos, à medida que a campanha eleitoral ganha forma.
A pesquisa Meio/Ideia, conduzida entre os dias 3 e 6 de julho com 1.500 eleitores, trouxe um cenário de liderança para o presidente Lula em um eventual segundo turno. O petista registrou 45% das intenções de voto, superando Flávio Bolsonaro, que obteve 40%.
Apesar da vantagem, ambos os candidatos apresentaram uma leve oscilação para baixo em comparação com o levantamento anterior, de maio, permanecendo dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais. Brancos e nulos somaram 10,5%, enquanto 4,5% dos entrevistados se declararam indecisos.
No primeiro turno, Lula aparece com 40,4% das intenções de voto, mantendo uma diferença de oito pontos percentuais sobre Flávio Bolsonaro, que alcançou 32%. Outros nomes mencionados foram Ronaldo Caiado (4%), Romeu Zema (2,5%), Aécio Neves (2%), Renan Santos (2%) e Augusto Cury (1,5%). Os demais pré-candidatos, em conjunto, somaram 2% das preferências.
O estudo da Meio/Ideia foi realizado após uma série de eventos políticos de destaque, incluindo conflitos internos no PL envolvendo Flávio e Michelle Bolsonaro, investigações sobre o PT da Bahia e tensões diplomáticas entre Brasil e Estados Unidos. Contudo, a pesquisa indicou que esses acontecimentos tiveram pouco impacto nas intenções de voto dos principais postulantes.
A estabilidade do cenário é reforçada pelo fato de que 64% dos entrevistados afirmaram já ter uma decisão sobre seu voto para a eleição presidencial. A rejeição a Lula diminuiu ligeiramente de 47,2% para 46,4%, enquanto a de Flávio Bolsonaro subiu de 39,8% para 43,4%, sem alterar significativamente o panorama geral.
Em uma simulação com Michelle Bolsonaro como candidata do PL, Lula manteria a liderança com 45% dos votos em um segundo turno, contra 36% da ex-primeira-dama. No primeiro turno, Michelle alcançaria 29,4%, ficando onze pontos percentuais atrás do presidente. Esse desempenho ocorre em meio a uma crise interna no PL, exacerbada pelo apoio do partido a uma candidatura no Ceará, o que teria ampliado o distanciamento entre Michelle e Flávio Bolsonaro.
No estado de São Paulo, que detém o maior eleitorado do país e é considerado decisivo em eleições presidenciais, a pesquisa Datafolha, realizada entre 1º e 3 de julho com 1.608 eleitores em 71 municípios, mostrou um empate técnico entre Lula e Flávio Bolsonaro. Ambos registraram 35% das intenções de voto no levantamento estimulado para o primeiro turno.
Neste cenário paulista, Ronaldo Caiado e Renan Santos apareceram com 3% cada, seguidos por Romeu Zema, Samara Martins e Aécio Neves, todos com 2% das menções. A pulverização de votos entre outros nomes sugere a importância da polarização principal.
Na pesquisa espontânea, onde os nomes dos candidatos não são apresentados, Lula liderou com 24% das citações, contra 18% de Flávio Bolsonaro. Jair Bolsonaro, inelegível, ainda foi lembrado por 3% dos eleitores, enquanto uma parcela significativa de 37% afirmou não saber em quem votar.
Para um eventual segundo turno em São Paulo, o Datafolha indicou Flávio Bolsonaro com 46% das intenções de voto, enquanto Lula obteve 43%. Considerando a margem de erro de dois pontos percentuais, a situação caracteriza um empate técnico. A rejeição aos pré-candidatos também foi medida, com 51% dos paulistas afirmando que não votariam em Lula de jeito nenhum, e 43% expressando a mesma opinião sobre Flávio Bolsonaro.
Os números do Datafolha em São Paulo também refletem a avaliação do governo federal no estado. Para 43% dos entrevistados, a administração Lula é classificada como ruim ou péssima; 29% a consideram ótima ou boa; e 26% a veem como regular. A desaprovação do governo atingiu 55%, enquanto 42% o aprovam. Em relação à atuação do presidente especificamente para São Paulo, 63% dos eleitores afirmaram que Lula fez menos do que esperavam, 22% consideraram que ele entregou o esperado e 11% avaliaram que ele fez mais do que imaginavam.
Fonte: veja.abril.com.br
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