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Protestos em Genebra antecedem cimeira do G7 com confrontos e forte esquema de segurança

Manifestantes e polícia confrontam-se em Genebra antes da cimeira do G7
Reprodução Euronews

Milhares de manifestantes convergiram para Genebra, na Suíça, neste domingo, em um protesto massivo contra os líderes do G7, o grupo das sete economias mais industrializadas do mundo. A mobilização ocorreu na véspera da abertura da cimeira, que se realizará na localidade vizinha de Évian-les-Bains, no lado francês da fronteira. A expectativa é que a reunião de três dias aborde temas cruciais como a situação no Médio Oriente, o conflito na Ucrânia e os desequilíbrios na economia global.

A chegada dos líderes ao aeroporto de Genebra, antes de seguirem para Évian, transformou a cidade suíça em um ponto focal de descontentamento. Os protestos, que reuniram uma diversidade de causas e grupos, culminaram em confrontos com as forças de segurança, marcando a pré-cimeira com cenas de tensão e mobilização popular.

Mobilização popular e diversidade de causas em Genebra

A manifestação em Genebra atraiu aproximadamente 20.000 pessoas, conforme dados divulgados pela polícia local. Entre os participantes, cerca de 600 indivíduos foram identificados como membros do chamado “Black Bloc”, um grupo conhecido por sua tática de dissimular a identidade e por, por vezes, se envolver em atos violentos durante protestos. A diversidade de causas foi um traço marcante do evento, com organizadores reportando a presença de ambientalistas, feministas, militantes antifascistas, defensores da comunicação social independente e apoiantes dos direitos dos palestinianos.

Os manifestantes se reuniram inicialmente em um parque junto ao lago, em Genebra, de onde partiram em marcha pela cidade. Essa ampla coalizão de grupos reflete uma insatisfação generalizada com as políticas e o impacto das decisões tomadas pelos líderes das maiores economias mundiais, abrangendo desde questões sociais e ambientais até geopolíticas.

Confrontos e incidentes marcam o centro da cidade

Perto da sede das Nações Unidas, em Genebra, os protestos escalaram para confrontos diretos entre manifestantes e a polícia. Relatos indicam que alguns participantes lançaram garrafas, pedras, pedaços de cimento e petardos contra os agentes. Em resposta, as forças de segurança utilizaram gás lacrimogéneo e canhões de água para dispersar a multidão, em uma tentativa de conter a violência e restabelecer a ordem.

Os incidentes violentos estenderam-se pela noite, resultando em danos materiais na cidade. Entre os episódios mais noticiados pela comunicação social, destacam-se um carro incendiado e vidraças de um banco partidas. Esses atos de vandalismo sublinham a intensidade e a natureza disruptiva de parte da manifestação, gerando preocupação entre as autoridades e a população local.

Esquema de segurança reforçado e impacto local

Para garantir a segurança da cimeira do G7, as autoridades suíças e francesas implementaram um esquema de segurança sem precedentes. Milhares de polícias foram destacados, com responsáveis franceses indicando a mobilização de mais de 13.000 agentes, incluindo polícias e gendarmes, para a zona da cimeira do lado francês da fronteira. Adicionalmente, mais de 800 agentes franceses dos serviços de fronteira foram acionados, um número significativamente superior aos habituais 60.

Além do reforço policial, diversas medidas preventivas foram adotadas, como o encerramento de estradas e a proibição de ajuntamentos não autorizados. As autoridades também prometeram apoio financeiro às empresas que pudessem ser afetadas por eventuais distúrbios. Em Évian-les-Bains, dezenas de estabelecimentos comerciais e lojas optaram por tapar as montras com painéis de madeira, como precaução. Um residente local expressou lamento pela “confusão” e perplexidade com o “muro de madeira por todo o lado”, remetendo para o rasto de destruição deixado por uma cimeira anterior, há mais de duas décadas.

Contexto geopolítico: a cimeira do G7 e o cenário global

A cimeira do G7 em Évian-les-Bains assume um significado particular por ser a primeira grande reunião internacional desde o início da guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irão, deflagrada em 28 de fevereiro. Este conflito tem abalado a já frágil estabilidade no Médio Oriente, com repercussões globais significativas. Uma das consequências mais diretas foi o bloqueio do estreito de Ormuz, uma rota marítima vital por onde transita aproximadamente 20% do transporte marítimo mundial de petróleo. Este bloqueio tem contribuído para uma acentuada subida dos preços globais da energia, impactando economias em todo o mundo.

Neste cenário complexo, a agenda da cimeira do G7, que inclui discussões sobre o Médio Oriente e a economia mundial, ganha uma urgência ainda maior. Os líderes das nações industrializadas enfrentarão o desafio de buscar soluções e estratégias para mitigar os efeitos de uma crise geopolítica que se expande e afeta diretamente a segurança energética e a estabilidade econômica global. Para mais informações sobre eventos internacionais e seus impactos, visite a seção de notícias mundiais da Reuters.

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