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Turismo solo feminino ganha guia oficial para ampliar segurança e autonomia

lugares desconhecidos ainda limita o tipo de deslocamento, especialmente entre a
Reprodução Correiodecarajas

Viajar sem companhia é uma aspiração crescente que oferece liberdade e autoconhecimento, mas que ainda enfrenta barreiras significativas devido a preocupações com a segurança. Para mitigar esses receios e incentivar o deslocamento independente, o governo federal lançou o Guia para Mulheres que Viajam Sozinhas, uma publicação estratégica voltada a orientar tanto as viajantes quanto o setor de serviços turísticos.

O material, disponível para consulta no site do Ministério do Turismo, integra as ações do Pacto Nacional contra o Feminicídio. A iniciativa busca transformar a experiência de exploração turística em um momento de plenitude, garantindo que o público feminino tenha acesso a informações qualificadas para planejar suas jornadas pelo território nacional.

Dados e o impacto da insegurança no turismo

Pesquisas encomendadas pelo ministério revelam um cenário desafiador: 60% das mulheres brasileiras já desistiram de viajar devido a temores relacionados à sua integridade física. Esse dado foi um dos pilares para a criação do guia, desenvolvido em parceria com a Unesco para oferecer suporte prático e fomentar um ambiente mais acolhedor.

Apesar dos obstáculos, o desejo de autonomia é latente. Cerca de 70% das entrevistadas relataram que viajar sozinhas proporciona uma sensação de plenitude, permitindo a quebra de roteiros impostos por terceiros. O levantamento, realizado entre agosto e setembro de 2025 com 2.712 mulheres, aponta que 41,8% já realizaram viagens solo, sendo que 35,9% priorizaram destinos dentro do Brasil.

Diretrizes para viajantes e setor hoteleiro

O guia não se limita a dicas de viagem; ele estabelece um novo paradigma para a cadeia turística. O documento orienta que hotéis, bares e restaurantes adotem protocolos de acolhimento, como a alocação de quartos próximos a elevadores para facilitar o acesso e a segurança das hóspedes. Essas medidas visam reduzir vulnerabilidades e oferecer um suporte mais ágil em casos de necessidade.

As recomendações abrangem desde o planejamento do roteiro até a avaliação de ambientes e serviços. O objetivo é que a responsabilidade pela segurança seja compartilhada, retirando o peso exclusivo das costas da mulher e exigindo que prestadores de serviços estejam preparados para oferecer um atendimento respeitoso e atento.

Motivações e o futuro das viagens solo

O lazer figura como a principal motivação para as viajantes, seguido pela busca por liberdade e experiências de autodescoberta. Interesses específicos, como ecoturismo e gastronomia, também impulsionam o setor, consolidando as viagens solo como uma tendência de comportamento consolidada no país.

Ao consolidar experiências reais e dados técnicos, o guia se posiciona como uma ferramenta essencial para a democratização do turismo. Com informações precisas, o projeto espera que as brasileiras se sintam mais seguras para explorar as belezas do país, fortalecendo a autonomia feminina em todos os níveis da experiência turística.

Fonte: correiodecarajas.com.br

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